Oh! que saudades
loucas sinto quando a vejo
Ao relembrar meus
idos tempos de
menino!
Ah! quem me dera
agora torcer meu
destino
E ver realizado o
meu maior
desejo:
Voltar às tuas
plagas, onde
pequenino
Já amava os sabiás
de canto
sertanejo,
O repicar do sino
e, às noites, o
lampejo
De pirilampos
mil! E às tardes,
sol a pino,
Depois de cavalgar
por vales e campinas,
Nadar nos rios
teus de águas cristalinas,
Jogar pião, ou ir,
lá no pomar da
tia,
Tragar jabuticaba,
ameixa, jambo,
amora...
Pescar bem logo
cedo, mal surgindo a
aurora...
E com mamãe rezar,
ao sono, Ave
Maria...
Amilton