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“E-meio” Já dei um fim à caixa de
correio, Que estava há muito tempo em
meu jardim. Agora não há cartas... Só
“e-meio”, De vez em quando chega um para
mim... Bem no lugar da caixa, pus um
esteio Com grande placa anunciando
assim: “Vendo esta casa e todo o seu
recheio, Inclusive as cadeiras
pau-marfim”! - Para que eu quero casa tão
bonita, Se hoje nem sequer há mais
visita, E a cidade só tem roubo e
barulho? Volto pro campo, assim que
Deus quiser, Onde a vida é mais simples,
sem embrulho... E só levo comigo minha mulher!
SJC, 10.10.10
Amilton
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