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Meu
pai Homenzarrão em tudo e, no
entanto, Foi sempre um cordial em
atitude. Viveu a honestidade... e
com virtude A caridade, tal qual fosse
um santo... Servindo a todos com
solicitude: A sua casa foi o teto, o
manto, Que abrigou pessoas sem um
canto... E acolheu familiares
amiúde... Homenzarrão, porém, tal
qual criança Se comovia a ponto de
chorar Com as emoções de seu
intenso amar... Seus olhos muito azuis
tinham a esperança E a força de um amor que
não se cansa De - mesmo na injustiça -
perdoar!
Amilton Maciel Monteiro Todos créditos a quem de direito. Formatada com carinho, para a poeta.
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