....e a vida sorri
Analuz Sangiorgi
Se saio por aí,
lembrando
um canto penoso e triste,
saudades de
amores,
lágrimas do que não fui
O que a amiga desfez,
o
senso que desorienta
pisando andar amargo.
cercado de
sarcasmo....
Quem por mim recordará
o belo que
tenho,
alegres canções que ouço,
risadas que faço de mim
mesma
amigos amores tão presentes
o doce aroma do leite
que não
derramei
A vida
me lembra em infímos instantes
que ela se
torna
o que dela faço.
Como pousa nela, o meu olhar
ouvindo o que
devo escutar
sem me omitir,
quando devo falar
Caminhando
firme,
às vêzes uma derrapadinha,
a reerguida rápida
À todos,
nos foi dado
a escôlha de como encará-la
Olho para cima
o que
não foi bom
fui jogando fora
O bom recondiciono para
ótimo
Os pensamentos maquilam meu rôsto
como criança
encantada
Antecipo tudo de muito lindo
que ,logo,logo
farei
Imersa em sonhos palpáveis
que não me deixam no
abstrato
encontro vida nas pessoas
que se pôe, no caminho
que
,por livre arbítrio ,
escolhí
Tenho mãos que
trabalham,
italiana que sou,
quase falam
Que em forma de
prece
me adormecem
E a vida sorrí!
Todos os créditos a quem de
direito.
Formatada com carinho, para a
poeta.