MINHA DOR

Anna Peralva

Minha dor é viva, crua! Se expressa no olhar
numa sangria sem pressa… Passa devagar
perfilando sons, imagens e cores, canções
antigas que orvalham o cerne, as emoções…

 

 

É dor latente que ninguém vê, rasga o peito
quando a madrugada insone veste meu leito.
Lentas são as horas no tic tac da nostalgia…
Tão intensa dor de amor legou-me a letargia!

 

 

Hoje sou vazia, braços que não alcançam abraços
e o sentimento tão ferido se oculta em espaços
obscuros… Ergui com as mãos trêmulas altos muros
onde alma em afasia abriga seus segredos puros…

 

Minha dor é sombra constante que encobre tudo
é o silêncio da estesia e, deixa o meu tempo mudo!

17/05/2010

Publicada no Pspcyber poesias sob o registro nº 560fe7da

 
Tutorial: Denise Worisch
Tube:  Nurso
Música: Bem que se quis!