Aparas da Vida

(Ariovaldo Cavarzan)


Restos de papeis rasgados,
em duros embates da lida,
fragmentos de tempo amassados,
pequenas notas, retalhos,
simples aparas de vida.

Almas hoje distantes,
corações aflitos, ex-amantes,
buscam no caos a razão,
como num jogo a ser remontado,
em perseverança e compreensão.

Mãos que se tocam nervosas,
perdidas na confusão,
aguardam se acalme o vento,
para entender a equação.

Antes que o temporal tudo leve,
anseiam encontrar o pedaço,
o cerne, o princípio do fim,
o momento da escolha, o sim.

Mas, como juntar coerências,
como sonhos e esperanças,
sem apartar paradoxos,
como Amor e dor?

 
 
 
 

 
 
 
 
 
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