Pobres ricos, ricos pobres.

Cândido

- Eu sou um sem abrigo, resignado.

Tenho um tecto de estrelas e luar,

Como não tenho nada pra roubar,

Posso dormir um sono sossegado.

Tenho pena daquele desgraçado,

Que passou privações para juntar

Riqueza que ainda teima em não gastar

E não dorme a pensar em ser roubado.

Na minha singular filosofia,

Sinto que alguma coisa me alumia

Nas minhas noites negras cor de breu.

Para quê tanto ouro acumulado

Se Cristo ainda é bem recordado

E era pobrezinho quanto eu?

 

Cândido, 10/12/2008


 
 
 

 

Todos os créditos a quem de direito.

Formatada com carinho, para o poeta.

Arte Vera Jarude.