Pobres ricos,
ricos pobres.
Cândido
- Eu sou um
sem abrigo,
resignado.
Tenho um
tecto de estrelas e
luar,
Como não
tenho nada pra
roubar,
Posso dormir
um sono
sossegado.
Tenho pena
daquele
desgraçado,
Que passou
privações para
juntar
Riqueza
que ainda teima em não
gastar
E não dorme
a pensar em ser
roubado.
Na minha
singular
filosofia,
Sinto que
alguma coisa me
alumia
Nas minhas
noites negras cor de
breu.
Para quê
tanto ouro
acumulado
Se Cristo
ainda é bem
recordado
E era pobrezinho
quanto eu?
Cândido,
10/12/2008