Quando vens e quando vais.

Cândido

Quando em silêncio, na proa,

Chegas na tua canoa,

Vinda de outra dimensão,

Agitas as minhas águas

Enxaguas minhas magoas

Trazes-me a ressurreição.

Quando me falas assim,

Com essa voz de jasmim

Sussurrada em meus ouvidos,

Essa voz de sedução

Eleva-me à emoção,

Arrepia os meus sentidos.

Quando te aninhas em mim

Com sorrisos de marfim

Bordados a cor garrida,

És o ícone do pecado

Que dá o tom ao meu fado

E dá cor à minha vida.

Quando o teu busto perfeito

Se vem colar no meu peito

Sem um pingo de pudor,

Voamos da nossa cama,

Para o mais alto nirvana,

E comungamos o amor.

Quando trazes a tristeza

E a serves à minha mesa

Sem a esperança dum talvez,

Há tragédia nessa hora

Pois sei que te vais embora

E sei que morro outra vez.

Cândido, 22/01/2009




 
 
 
 
 

 
 
 
 

 

Formatada com carinho, para o poeta.
Todos os créditos a quem de direito.
Arte Vera Jarude.