De amor também se
morre
Ciducha
Aos poucos
bem devagarinho,
o coração
ainda chora,
a alma parece vazia,
a emoção aflora.
A lembrança
permanece,
cada dia mais
intensa
e tudo mais perde a
importancia,
querendo muito e no
entanto
sabendo...
que nunca mais terei o seu
carinho!
Não verei de
novo,
o brilho intenso do seu
olhar,
a me encarar!
Não tocarei seu
rosto,
nem terei nas minhas, as suas
mãos...
Como é difícil
aceitar,
a expressão " nunca mais
"...
Ela se assemelha às
labaredas,
que vão devorando meus
dias,
no crepitar das
horas...
dos minutos...
todos feitos de
ausência,
da sua ausência!
Nunca mais...
é tanto tempo que me faz
pensar,
e incontestavelmente
acreditar que...
de amor também se
morre...
ainda que
lentamente.