Marcas do Tempo
II
Ciducha
As marcas do meu
tempo,
- do meu eu, no tempo -
estão nas incertezas
que
aprendi a respeitar.
O meu mundo plano,
doce e
pequenino,
não há mais...
(que menina não sou
mais).
A vida tem degraus
e eu os galguei, passo a
passo,
às vezes lentamente,
outras vezes
apressada
desnorteada
buscando
encontrar-me...
Cultivo quimeras
que me
sulcam,
rebuscam-me...
Também, pudera!
Não é
primavera, nem brotam flores
no jardim suspenso da minha
vida,
tão cheia de cores, tão cheia de amores...
Ainda
brilha o sol!
Que sobreviveu ao tempo,
como marcas que
tatuei,
que não deixei apagar...
E às vezes me
perseguem,
sonâmbulas,
incompreensivas,
questionáveis!
Mas
são minhas,
totalmente minhas!
As marcas do tempo,
do
meu próprio tempo
do meu próprio eu...
e
ponto!
Todos
os créditos a quem de direito.