Cada vez mais, a solidão trafega no meu quarto,
atrevida. Toma cômodo na minha cama tão sem
vida...
Absoluta, a solidão é o antigo e o
renovado jeito de mim.
Total, a solidão é o saldo
desarrumado da minha loja de quinquilharias, o que sobrou no
coração...
Definitiva, a solidão refaz os
descaminhos com que ambulei minha gaiola de ossos, na
ambiguidade de cada por-do-sol deste meu tempo
alheio, carregado de saudade... tanta
saudade!!
Solidão... Ah... pudesse renovar-me reaver a
magia do meu sofrido coração tão repleto dessa
praga...