Saudade 

Envolto em sedas delicadas
dentre os jasmins e os colibris,
em manhãs sempre ensolaradas...
na rede, descansa sossegado o amor de hoje.

É tocata solfejada com flautas;
usando luvas de cetim
tem medo de machucar,
dizendo olhar só pra mim...

Insisto numa saudade!
Fixo meus olhos no passado,
quando jovens e apressados
Motivo e amor, ele e eu éramos cativos


Entregávamos-nos para a paixão
Sem padrões de certo e de errado,
espontâneos nos mostrávamos.
Era um amor tão verdadeiro.

Quando ao rolar pela areia,
jovens, éramos como teias
tecendo um orgasmo sem prazo...
Oh! Ampulheta provisória, a juventude faz à hora.

Ainda não traz na memória,
que tamanha história
Faz em mim esta saudade...
Houve um começo, veio o meio e vi o fim!

elisasantos
 
Publicado no Recanto das Letras em 08/06/2007
Código do texto: T518123

Formatada com carinho, para a poeta.

Arte: Vera Jarude.

Todos os créditos a quem de direito

 

Voltar