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Saudade
Envolto em sedas
delicadas dentre os jasmins e os colibris, em
manhãs sempre ensolaradas... na rede, descansa
sossegado o amor de hoje.
É tocata solfejada com
flautas; usando luvas de cetim tem medo de
machucar, dizendo olhar só pra mim...
Insisto numa saudade! Fixo meus olhos no
passado, quando jovens e apressados Motivo e
amor, ele e eu éramos cativos
Entregávamos-nos para a paixão Sem
padrões de certo e de errado, espontâneos nos
mostrávamos. Era um amor tão verdadeiro.
Quando ao rolar pela areia, jovens, éramos
como teias tecendo um orgasmo sem prazo... Oh!
Ampulheta provisória, a juventude faz à hora.
Ainda não traz na memória, que tamanha
história Faz em mim esta saudade... Houve um
começo, veio o meio e vi o fim!
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