MULHER
Você surgiu
do fundo dos
tempos,
obra prima de Deus.
Não sei se da costela de um Adão,
ou da sublimidade de uma estrela,
ou a primata em plena evolução...
Mas em você o mundo se revela.
Foi o fogão, foi o tanque,
a lenha, o tacho...
Foi o filho, a cama, o riso
para o macho...
Ombros estreitos,
longos cabelos,
traz nos seus peitos
tantos desvelos.
O século passou
e o homem não ergueu
o templo da bonança que um dia prometeu.
A máquina chamou você,
você
atendeu, entrou na produção, tambem, e ali cresceu.
Lá no banco é o seu sorriso,
no escritório a sua graça,
no volante o seu juízo,
que linda você na praça.
Arquiteta, enfermeira,
empresária, lavorista,
doméstica, lavadeira...
Você tem alma de artista.
Mulher do mundo moderno,
seja lá você o que for,
não há nada mais
eterno
que o fogo do seu amor.
Não deixe que se perca no serviço
o frescor deste amor, sublime viço;
buscando nessa luta a nova trilha,
não esqueça que é a base da família.
Unindo a máquina ao beijo,
a pá unida à doçura,
o ideal ao desejo,
a garra unida à ternura...
Será tão belo, pôr certo,
o mundo que está pôr vir.
Se nesse
mundo eu desperto,
eu só quero lhe servir.
-Médico-Apucarana- C.P.869
Academia de Letras de Londrina- Academia de Letras José de Alencar.
Centro de letras
do Paraná.- Soc. Bras. de Médicos Escritores
Pres. Da Academia de Letras Centro-Norte do Paraná -
Governador de Rotary 1995/1996=Dist.4710
Formatada com carinho, para o poeta.
Todos os créditos a quem de direito.
Voltar