Útero materno pode ser visto como um paraíso?

           Fahed Daher                     ®

 

         O Jardim do Éden, biblicamente descrito na Bíblia, no Gênesis, onde Deus teria formado Adão e através de um ato médico de anestesista o fez dormir. Em outro ato médico de cirurgião  de tórax  ressecou costela ou costelas de Adão, compondo sua companheira Eva...

          Deus, segundo o Gênesis recomendou ao casal para não comerem do fruto da árvore existente no seio do paraíso chamado Éden.

          Eva desatendendo a determinação do Criador O desrespeitou e o desrespeito e a irresponsabilidade são manifestações conscientes ou inconscientes da falta de amor.

        Eva induziu a Adão para também comer do fruto proibido, o que evidenciou, no induzir Adão ao pecado, a falta de amor, posto que no amor deve existir o respeito, a responsabilidade e o fazer  se aperfeiçoar  a pessoa amada.

       Adão por duas vezes mostrou a falta de amor a Deus. Em primeiro lugar não tendo tentado levar Eva a evitar o pecado da desobediência.  Em segundo lugar, quando Deus perguntou a Adão: - O que fizeste?

         Em resposta Adão mostrou a falta de amor ao não defender a sua companheira, fugindo da responsabilidade e do respeito e ainda a acusando com a resposta:

       -  A culpa é de Eva.

       Donde, pela descrição do Gênesis, ao criar os seres humanos Deus não criou o amor. Apenas deixou uma semente de espiritualidade com o livre arbítrio para que cada um cultive, encontre e faça crescer o amor a partir do amor próprio se expandindo para o amor aos semelhantes.

    Deus os expulsou do paraíso chamado Éden

         No nosso mundo real, organicamente, o Éden persiste O éden pode ser visto como o útero materno, onde vivemos numa tranqüilidade boiando em um líquido morno e suave, sem as preocupações da vida,  sem a necessidade  da fome ou da sede, longe das agitações e dos atritos, embalados suavemente, ao ton de uma cadência embalante, do tum...tum... do coração materno.

       A expulsão do nosso Éden é o momento do parto, a separação, o isolamento, A expulsão do Éden se dá quando acontece o nascimento, o parto, a expulsão do útero materno, a separação do meio ideal, morno, flutuante.       

             Na expulsão do útero, paraíso,  a sensação do abandono e a procura gradativa do reencontro e da reintegração que exige a busca, o encontro – Ato contínuo pode resultar a desadaptação, com a  depressão e ou desespero ou  quando bem conduzidos afetivamente  à tranqüilidade  pelo carinho  materno e que conduz  à busca da sintonia  consigo mesmo e com a comunidade e o meio  e a busca do bem, do bom e do belo, sementes do amor.

             O útero materno, ninho do Éden, berço do nascimento do amor. Amor que prossegue nos braços maternos acalentando a cria ao seio, dando-lhe para sugar o leite morno, recebendo o fago da mãe e continuando a ouvir, recostado ao seio, os sons maravilhosos da batida do coração que ouvia no útero.   

 

Por outro lado,   Antropológicamente,    

         No caminho evolutivo, gradativamente  desenvolvendo dos primatas, passando pelo pitecantropus, trazemos os instintos dos animais, apenas ao final, associados a uma centelha  de Divindade.

Instinto da conservação pessoal, através de buscar o alimento;

Instinto da conservação da espécie, pelo sexo e a reprodução;

Instinto da agressividade  mais o instinto do medo .        

E, como animais gregários;

           Instinto do domínio territorial  dominando  o círculo de vivência.

Instinto de hierarquia para o comando do grupo presente.

Associe-se a estes fatores a capacidade recebida de memória, em graus avançados e, com ela, a capacidade de

projetar realidades, imaginárias, resultado das observações e a  capacidade de criar, inicialmente instrumentos e também idear situações codificar  palavras, desenhos, imagens.

 Especialmente nos grandes concentrados humanos e muito mais,  nas premidas megalópoles, especialmente quando dominados dominados os porpressões de imagens e alusões, de violências e histórias de descomportamento (hoje tão presentes em cinemas, vídeos, televisões e noticiários), os instintos sofrem  alterações  conscientes ou inconscientes, especialmente nestes concentrados urbanos quando cada um é mais um e a vida se assemelha à dos animais confinados..

 

O instinto da conservação pessoal cuja tônica é a alimentação, desenvolvido desde a mais rudimentar forma celular. Alimentação, absorvendo do ambiente substâncias nutritivas  que dão energia e composições orgânicas e  eliminando os resíduos e que no humano recem- nascido se manifesta pelo ato da sucção ao ter  a boca no mamilo materno, sugando-o naturalmente, sem qualquer aprendizado.

Este instinto transforma-se constantemente e, associado com o instinto da hierarquia, exagerando, transforma-se no pecado da gula, quando as pessoas ou grupos mais sagazes

conseguem armazenar  alimentos em volumes, para si ou para impor a  outros  o domínio que vai ao que  seja o acúmulo de posses, transformados agora em dinheiro, em níveis de capital que hoje se impõe como o capital liberal, independente  dos interesses  do grupo, da comunidade ou da sociedade.

Aqui se dá o maior desenvolvimento do instinto da agressividade, agressividade usurpadora.

Em alguns a gula se faz pela ingestão desordenada e ou incontrolada de alimentos.

Quando poucos acumulam muito, acontece que para  a maior parte  da população, o alimento e os recursos se tornam  escassos e se mantém a miséria.

 

O instinto de conservação da espécie: manifesta-se pela imposição vital de manter a espécie, na fisiologia do sexo, que busca reunir macho e fêmea  para a fecundação  e a formação, do novo ser ou no hermafroditismo, quando um ser tem em si a função masculina e feminina.

Nossa sociedade, de grandes concentrações humanas, este instinto mais facilmente se altera para o pecado do erotismo. Erotismo que já não se presta para o acasalamento, geração, proteção das crias, formação da família, mas erotismo para satisfação que primitivamente era condenada com rótulos de  libertinagem e perversões sexuais, atualmente são estimulados  pela  mídia. Novamente a agressividade se faz presente já não para a manutenção e proteção da vida, mas agredindo a base do afeto e da harmonia.                             

          

 

 

 

 

           Nos primatas, embora as expressões fisionômicas mostrem estímulos sexuais, segundo  Desmond Morris, o atrativo sexual está pelo traseiro e  a relação  da cópula se faz pelo traseiro, estando a fêmea em posição inclinada  para a frente   e a penetração do órgão masculino   se faz, sem o contato frente a frente, sem  o encaramento.  A parte feminina  passa a ser simplesmente a receptora da massa germinativa, e isto especialmente quando   em estado de cio.

Entre os animais humanos, os atrativos sexuais estão especialmente na parte anterior, desde as expressões fisionômicas, os lábios  rubros e que se intumescem à excitação orgânica, as mamas,  em geral arredondadas e macias ao toque dos afagos preparatórios para o coito  e excitáveis ao toque das mãos ou da boca do parceiro.

A vagina em direção antero posterior e o clitóris na parte superior da vulva que recebendo as pressões se intumesce e causa sensações agradáveis e que  ajudam a conduzir para o  orgasmo.

O contato face a face aproxima o estado afetivo  e imprime  nas compressões a penetração de alma a alma com as ligações que aprofundam as vivências.

Também neste frente a frente a fêmea acompanha as formas do macho, nas expressões faciais, contribui com as carícias do rosto e da boca, com os beijos e admira e se excita  na visão do  aspecto físico de  desenvolvimento  torácico e  observação da ereção peniana .

 

O instinto da agressividade se manifesta pelo momento de avançar sobre os objetos importantes para a nutrição ou para a defesa  da vida, tratando-se da  violência para a sobrevivência  e que provocará na parte contrária a agressividade também de sobrevivência  e que definimos como  ação defensiva ou violência  defensiva. Acontece assim  na  ameba que engloba a substância nutritiva(também outros seres vivos) para manter a sua própria vida

Entre os seres vivos, caçadores, observamos mais nitidamente estes atos .

O animal, em geral, depois de abater a caça e se alimentar, diminui a agressividade,  fica em estado de repouso para a digestão ou simplesmente alerta contra seus predadores. Daí a denominação de “giboiar” que se dá às pessoas que após a refeição permanecem em repouso e ou

 

entram em sonolência, lembrando a cobra jibóia que depois de devorar a presa  permanece  quase inativa.

Quando este instinto ultrapassa a necessidade de manutenção da sobrevivência vem a agressividade predatória, que implica em  sacrificar maior número de  presas do que necessita e isto, entre seres humanos, muito próprio na ação descontrolada da gula, da dominação e da acumulação exagerada de recursos naturais e bens, germe do capitalismo liberal, na linguagem atual. Exagero da agressividade, estimulando  desequilíbrios ambientais e causando danos biológicos, desajustamentos sociais  e agressividade que não é   caminho do amor.

 

Instinto do medo-

Este mecanismo, do medo, entra na forma de defesa  diante das agressões do meio; podemos afirmar que se une ao instinto de conservação pessoal .

Desde os considerados seres inferiores encontramos formas de reações de fuga ou de recolhimento diante das agressões  ou ameaça de agressões.

Um dos aspectos desta reação do medo encontramos nos caracóis e um deles, em experiências de laboratório, caracol do mar, quando diante de um objeto que o “agride”, recolhe-se  e solta um líquido escuro contra o objeto ou ser  agressor que, em se tratando de predador, o confunde e o expulsa.

As reações diante do medo podem aparecer de duas formas : de fuga ou de agressão.

Exemplo destacado na reação do gato que quando encontra terreno livre, diante da agressão, foge, ao passo que quando se sente ameaçado e acuado, salta sobre o objeto ou pessoa agressora.

Os seres humanos, da mesma forma, diante de algo realmente agressivo ou aparentemente agressivo, retraem-se, fogem ou, dependendo da descarga de adrenalina ou de noradrenalina, agridem o elemento  de ameaça ou aparente ameaça.

Algumas vezes este processo do medo se desenvolve  em função de encontrar agressões imaginárias e dando por conseqüência reações de  retraimento ou de agressões as mais diversas.

Podemos projetar este fenômeno nas manifestações emocionais e nos fenômenos do amor em

 

 

pessoas que, amando,  sentem-se  inseguras e  incapazes de manifestar atitudes de “conquista” .

Também na luta pela vida, pessoas com grande capacidade laborativa que se recolhem por insegurança cuja base é o medo do fracasso e não conseguem o êxito que alcançariam se  libertando.

 

Instinto do domínio territorial.

Sempre observado entre os animais gregários, como as matilhas de lobos, as tribos de primatas, os bandos de cavalos selvagens,  buscando conservar o espaço de vivência e de defesa dos indivíduos e do grupo, impera também nos humanos.O grupo sob a influência do líder  não permite a aproximação de quantos possam ser concorrentes ou  ameaçadores  e é clássico o caso do lobo que  quando acampa com sua matilha percorre um círculo distante fazendo pequenas micções para limitar, pelo odor da sua urina, o campo do seu domínio e indicar que aquele território é seu.

Quando a influência instintiva do domínio territorial ultrapassa as necessidades do grupo, especialmente em presença de lideranças excessivamente dominadoras, conjugando o instinto da conservação pessoal, com o exagero

do instinto de  hierarquia, transforma-se no domínio de territórios,  propriedades e pessoas, exercendo o poder   que algumas vezes chega a poder absoluto, dos reis e dos reinados e, agora , do capital liberal   ou das empresas  que acumulam comando de mercados ou comando do sangue social, dinheiro, ouro e pedraria, mercado, matéria prima. 

E onde entra o domínio do grande capital morre a ética, o amor desaparece e o crime se enobrece, confirmando a observação de Platão quando afirma que grandes poderes e virtudes não se aliam.

Aos que dominam tanta riqueza, a preocupação constante e stressante que muitas vezes busca a serenidade na facilidade de variações no relacionamento genital, por influência da compra ou do status, o que  pode alterar  o fenômeno afetivo e distanciar o amor.

Talvez justamente onde mais se destacam as separações repetidas e repetidos acasalamentos (ou casamentos) e, pela facilidade de tudo conseguir sem esforço, o caminho para o vazio existencial.

 

 

Ainda a agressão no instinto do domínio territorial, para os que não alcançam posses e ou poder, ocorre na angústia muitas vezes inconsciente de sentir que não possui domínio nem na casa financiada que gera altas dívidas, ou no apartamento  (apertamento)  que muitas vezes é alugado, disputando lugares comuns  nos corredores dos prédios que não são de domínio de ninguém, nas ruas  onde circula uma população imensa de pessoas desconhecidas,  sentindo-se num deserto entre tanta gente, nos mercados e repartições, sendo apenas mais um número anônimo, enfim,  “sem lenço e sem documento”, sem poder e sem “ser gente “.

Ai vem a interrogação: Como cada estado mental e dinâmico destas condições  refletem sobre  o comportamento amoroso?

 Algumas vezes, para aliviar as tensões do confinamento, faz-se a busca do sexo pelo sexo, no orgasmo e que pode aliviar situações stressantes , quando, depois, não levam ao vazio ou à decepção.

Ainda, para aliviar tantas tensões, os grandes parques públicos  ecológicos recreativos deveriam ser abundantes nas grandes concentrações humanas, nas megalópoles, desprezando a ocupação de áreas para especulações imobiliárias de interesses de capital financeiro, para prever e prover o conforto ao menos relativo de cada um.        

     

                       O instinto da hierarquia

          A capacidade desenvolvida de liderar, ou comandar ou zelar pelo grupo, com autoridade e que na nossa civilização  se perverte no domínio  pela força da persuasão, ou pelo  controle das riquezas e ou das armas  .

Esta hierarquia, em pequenos grupos, em tribos e na sociedade patriarcal se exercia solidificando o grupo, pela autoridade do mais forte, ou do mais velho ou do mais “sábio.”

Na desestruturação da grande família, surgindo a “família nuclear,” fragmenta-se a hierarquia familiar.

Neste novo tipo de família, a hierarquia pode ser disputada entre o macho e a fêmea quando ambos trabalhando adquirem, em separado, independência financeira e ambos não dispõem de tempo para os cuidados com o lar e, com menos diálogos, faz-se a tendência para a fragilização do amor, inclusive sujeitos em alguns casos   à

 

 

influência dos meios de comunicação  com mensagens indisiplinadoras e de erotismo.

Instinto de hierarquia que quando não atinge ao comando, no convívio, pode se sublimar na procura de ser acatado, respeitado, reconhecido e quando tal não acontece, o anonimato faz o desvalor, a perda da auto-estima e  a tendência para a depressão ou marginalidade, achando muitas vezes neste outro grupo tribal o valor que  estimula.

Para esta valorização pessoal, há necessidade do  desenvolvimento de entidades culturais, recreativas e ou sociais  dos  tipos Rotary Club, Lios, Câmara Junior, Maçonaria, clubes sociais, academias,  etc.A formação de associações e os espaços recreativos podem abrandar  tensões de superpopulação.      

 

                            Saída do paraíso

Nós, animais dotados de inteligência privilegiada sobre outros animais, simplesmente como animais inteligentes, somos perigosos, capazes  de devorar a própria espécie.

 

Pai! Já nos disse que o paraíso é o útero materno. Como encontrarmos o paraíso terreno?

 

Daí partirmos para  procurarmos a quinta essência .

             Buscando esta quinta essência vamos achar aquela centelha de divindade que recebemos na transformação para seres humanos  ou que carregamos adormecida ao sairmos do Edem:

 

A espiritualidade .

             

           Entre todos os nossos impulsos de prediletos do Éden, expulsos e perigrinantes, carregando a frustração da vida ideal perdida e carregados de invejas, ódios, inseguranças, sonhos, disputas, pés feridos, mãos calejadas, pele crestada pelo sol ou  corpo encharcado de lama ou de neve, na espiritualidade vamos e podemos sublimar nossos desequilíbrios, formando  a sociedade equilibrada e segura.

                 Nesta espiritualidade codificamos dois comportamentos sem os quais ela, a espiritualidade, não se materializa, não se torna sensível para nossa compreensão terrena:  

                            

                                    A ÉTICA E O AMOR

                          Mas, meu pai! Mas que palavra estranha esta “ética” que os gregos nos entregaram de herança e tanto se discute  em análises, estudos e contestações  e que não é universal, dado que a dos canibais difere da ética dos  esquimós; há uma própria dos  políticos partidários que difere  da ética dos humanistas; a ética das prostitutas( tal como na adolescência ouvi uma  prostituta dizendo: Eu sou puta mas eu honro a   putaria);  a  ética  dos ladrões, a dos mafiosos, a dos santos...

                

             Dentro da centelha divina da espiritualidade está incluído o fenômeno ou se não chamarmos de fenômeno, chamaremos de “o sentimento  do amor.”

Também aqui o termo amor, na linguagem do dia a dia, traz as mais variadas interpretações e tal como na ética tem se  aplicado  a cada  atividade e ou interesse, a ponto e haver  a declaração do homicida que afirma ter matado por amor; ou daquele que conduz seu povo para a guerra afirmando  a violência por amor à pátria ou ao estado; aquele que submete e subjuga  amantes ou filhos, afirmando que o faz por amor dentro do que a psicologia chama de sadismo; ou o que se entrega e se submete  dizendo que entrega a liberdade  por querer bem   e as vezes sofre e chora pelo amor que não sabe fazer valer, no fenômeno do masoquismo;

          Ou das frases modernas que interpretam o amor na simples “transa“ ou na frase mais corriqueira que a própria mídia propaga, dizendo: “vamos fazer amor” ou “fizemos  amor”  ou mesmo o crédito com amor...

Também os movimentos de pensadores (todos nós somos pensadores) com reivindicações sociais em defesa do amor livre, sem entender que para a sublimidade do amor tem de haver a liberdade, com ela a responsabilidade.

Se pensarmos em codificar e conscientizar o conceito do amor no sentido que não tenha a tônica do erotismo (Eros) mas, sim, a tônica do afeto( Cupido) e a dedicação ao bem, ao belo e ao equilíbrio, pensaremos na influência da família como organismo educador (Educar= Conduzir)

 É bem verdade que à família cabe grande parcela no processo de praticar e disciplinar o amor, mas como os adultos, pais, também sofrem a influência grupal e dos meios de comunicação e mesmo a maioria dos pais, no trabalho  diuturno   de onde provem os recursos financeiros

 

para manutenção da família, tem pouco tempo para a conscientização  e tal prática...

Acredito que determinados órgãos públicos devem assumir a responsabilidade de reconduzir o processo de equilíbrio psíquico de cada um e a harmonia social.

Os templos, as televisões, as rádios, as escolas, os governos, as empresas, entidades que se promovem pela população, a elas cabe a retribuição para o bem estar de cada um e da humanidade.

       Aqui surge a contestação ao mesmo tempo cínica e real: Se todos somos influenciados por comportamentos grupais e se os detentores dos comandos, perdidos nos mundos do poder e na manutenção do poder pelo poder e do lucro pelo lucro, como pessoas, recebendo pressões de todos os lados, como se modificarão para, se modificando nos seus objetivos,  conduzir  comportamentos mais equilibrados?

            Alguém há de acordar e dar o grito de rebeldia, e será alguém puro, como na história da roupa do rei, roupa que não existia e a população instigada pela idéia de que quem não conseguisse ver a roupa (Inexistente) era idiota,  todos repetiam que  era linda, até que numa apresentação pública, num desfile do rei exibindo o traje inexistente, uma criança, a pureza, grita e acorda a população: ==Minha nossa! O rei está nu!

São tantas as vezes em que o vocábulo amor é citado  em pregações as mais diversas, mas com práticas as mais discordantes  que, tal como grande parte da linguagem ética, fica  confuso e  muitas vezes já não serve com parâmetro, farol ou guia para comportamentos.

Para  as pessoas que desejam  se esclarecer de alguma forma mais prática e objetiva  a respeito do amor, buscando simplesmente definições, permanecem confusas diante  das que se apresentam em enciclopédias.

 

“Fragmentos do livro Antropologia do amor”

Médico – Apucarana-

Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Academia de Letras de Londrina

Academia de Letras José de Alencar (Curitiba).

Academia de Letras Centro Norte do Paraná.

Centro de Letras do Paraná (Curitiba)

Patrono da Academia Virtual de Letras

Delegado da União Brasileira de Trovadores

Governador 1995/1996 – Distrito 4710 R.I.

 

Formatada com carinho, para o poeta.

Todos os créditos a quem de direito.

 

 

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