A última esquina de mar.

 

Um tanto de mar.

Uma parcela de vontade,

Um pouco de brisa

Acariciando uma saudade.

 

 

E toda essa distância

Para armazenar estes teus encantos,

Que de tantos,

Já pesam sobejamente no meu coração.

 

 

Meus olhos! Ocupam-se assim:

No ventre da ausência.

Minha alma só desassossego,

Desespero insano no hoje plano,

Infinito azul deste oceano.

 

 

Meu corpo requer teus tenros braços.

Meus abraços desejam envolver-te.

Minhas urgências desfaleceram por ti...

Mas então debaixo dos meus pés,

Ainda há muito que prosseguir.

 

 

Seguir, expurgar a monotonia venenosa.

Olhar o horizonte, fazer prosa.

Troça com a dor da ultima hora de recordações.

 

 

Pois o dia se foi.

E o argumento das lembranças

Ainda há de me matar,

 Na esquina escura antes do porto.

 

Gerson F. Filho.

 

Arte: Vera Jarude.

 

Midi: Fado menor, Celeste Maria.

 

www.poesiapoesias.com.br

 

 

 

 

 

voltar