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A última esquina de mar. Um tanto de mar. Uma parcela de vontade, Um pouco de brisa Acariciando uma saudade.
E toda essa distância Para armazenar estes teus encantos, Que de tantos, Já pesam sobejamente no meu coração.
Meus olhos! Ocupam-se assim: No ventre da ausência. Minha alma só desassossego, Desespero insano no hoje plano, Infinito azul deste oceano.
Meu corpo requer teus tenros braços. Meus abraços desejam envolver-te. Minhas urgências desfaleceram por ti... Mas então debaixo dos meus pés, Ainda há muito que prosseguir.
Seguir, expurgar a monotonia venenosa. Olhar o horizonte, fazer prosa. Troça com a dor da ultima hora de recordações.
Pois o dia se foi. E o argumento das lembranças Ainda há de me matar, Na esquina escura antes do porto. Gerson F. Filho.
Arte: Vera Jarude.
Midi: Fado menor, Celeste Maria.
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