Cizânia.
Faço toda poesia no
limite:
Na amargura embrulho o
verso,
No amor exponho o
deleite.
Como um clamor me
disperso.
Da regra não sou
proficiente,
Mas dito na rima o
progresso.
Acaricio a forma do
verbete,
Espezinho a paz do
processo.
Vivo a fase da frase
vivificante.
Neste meu coração
tonitruante,
Mora a paixão de um
possesso.
Não refuto não sou
retrocesso.
Mesmo parecendo
transverso,
Das letras sou o eterno
amante.
Gerson F.
Filho.
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