Desordenado.
O
que me subordina ao que destoa?
Este meu instinto reprimido,
Um
caso torto que sempre ecoa;
Liberdade! Delimitar o sentido.
Ir
sem vir, amar sem sofrer!
Utilizar o desvio do encanto,
Se
é que assim se possa proceder.
Partir e ficar mesmo por espanto.
E
se você achar que fugiu a lógica;
Sorria na contração espasmódica.
Não
escrevo nos limites da razão.
Regras? Estas são o tapete do caos.
Disfarce para delitos outros,
Meu
rumo é sempre o da emoção.
Gerson F. Filho.