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Dos momentos. Perdi minha densidade quando partistes. A intensidade do meu abraço sucumbiu, No vazio frio de um básico desengano. Que se alojou na lacuna que esquecestes, Neste arremedo que é o meu coração. Fugi de todo silêncio por medo de mim. Pois sem ti sou sombra um mau agouro, Algo subsistindo tão perto do lógico fim. Alguma coisa que espanta só por ser, Sentimento para doer tanto e sempre assim. Onde saudade veste a tênue lembrança, E a esperança foi algo que não vingou. Porque o tempo passou entre os dedos. E toda oportunidade foi um brinquedo, Em mãos inconseqüentes, pura ilusão. Sentenciamo-nos ao distanciamento. Quando o sorriso deixou de ser improviso, E todo carinho virou pura e total rotina, Com hora marcada e plena ocasião. Sem espontaneidade não há como amar. Gerson F. Filho.
www.gersonffilho.recantodasletras.com.br
Formatada com carinho, para o poeta. Arte Vera Jarude. Todos os créditos a quem de direito.
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