Suave.

 

No cerne de toda esta calma,

Clama o completo vazio,

Punge o rumor esguio,

Tua ausência na minha alma.

 

Bem no intervalo do agora.

No contrapé do delírio,

Urge este meu calafrio,

Minha urgência e a aurora.

 

Para então ver-te sorrir.

Para assim sentir-te o fremir,

No sorriso que não demora.

 

Onde aguardo em ânsia.

Pois para mim tu és importância,

A brisa suave dessa manhã.

 

Gerson F. Filho.

 

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Todos os créditos a quem de direito.

 

Arte: Vera Jarude.

 

 

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