Um pouco de nada mais.
Fui, quando você vinha.
Vim quando tu foste,
Na ponta fria do açoite
Estalou o desejo, és minha.
No momento de um grito.
Nas parábolas deste suor.
No frêmito do nosso agito,
A tez, lacunas e o rumor.
Espaços que se ocupam.
Sonhos vestidos de cetim.
Impulsos que se ocultam,
Essa tua boca tão carmim.
Nada mais, a necessidade.
Tudo! Nós e a insanidade.
Gerson F. Filho.
http://www.gersonsfilho.blogger.com.br/
http://gersonffilho.blog.terra.com.br/