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" Janelas "
Ó flor generosa Dos momentos de outrora, Dolorida como um beijo De partir, na aurora. Comovida como o gesto de despir Do amor, o medo E se servir da mágoa, Até que a mágoa toda, verdadeira Agora se vestisse de um sorriso E iluminasse de perdão A ilusão, discreta feiticeira. Se ainda pudesses, Reinventar um tempo já tão ido, Aquele tempo multicolorido, Em que eu ia alegre, seduzido Feito uma andorinha no verão, A revoar em tardes de açafrão! Se ainda sobrasse, De mim, florisse uma nascente amena E num jardim, a minha flor pequena Juntasse à tua alma morena, E colorisse um verso de canção Que fosse derretendo pelo vento, Como uma vaporosa oração. E eu me abrisse em portas e janelas! E tu te abrisses em muitas aquarelas! Quem sabe a vida desse para imaginar, Que eu fui feliz! " Aos filólogos do sentimento " Joao
das Flores
Todos os créditos a quem de direito
Formatada com carinho,
para a poeta.
(Arte Vera Jarude)
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