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Lúcifer
Derrepente eu me tornei um deus Os faróis do mundo me iluminavam E eu iluminava os faróis do mundo Como se eu fosse feito de fôgo e cravejado Por todos os brilhantes da terra, lapidados Para a gloria dos homens Para a gloria minha, nenhuma gloria me bastava Nenhum prazer me libertava das amarras de um deus Visível e invisível que me habitava E num crescendo e decrescendo, ora desabitava o coração Na orgia incandescente da ilusão Ao meu comando, o circo da vida Girava feito navegante bêbado entre procelas Entre um coral de palmas e delírios Insaciáveis mares, dilaceradas ilhas Gloria ao homem do vento, diziam em anunciação ( Em gloria e alucinação ) Glória àquele que faz dançar os girassóis Com os seus passos leves de bailarino Entre o espinho e a singeleza da flor Glória ao homem deus que esqueceu o amor E se debaterá nos abismos da alma Sem o calor dos homens, sem a doçura dos eleitos Sem luz, sem versos, sem calma Joao das Flores Formatada
com carinho, para o poeta.
Tubes:Dânia
e Just it
Masck:
Aliciar
Música:Reflections_of_Passion
Arte Vera
jarude |