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Rosa antiga
Ó rosa antiga!
Dispersando no vento da agonia De onde surgiu aquele amor Que foi meu por um dia? E que se foi como mímica Na tarde misteriosa
Pulando solta no vento Na viração luminosa? Eu venho de muito longe Dos arredores da mágoa Entorpecido de dores Vida tecida de água Envolto numa miragem Em mil paisagens de enganos Plantando a flor vaporosa Colhendo só desenganos
Ó rosa antiga!
E xiste ainda o jardim? Algum poema que eu cante, Que traga ela prá mim? Joao das Flores www.macacosecolibris.com |
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