Virtude
Agora que és vendaval
Agora, transformada em tormenta
Comigo ao menos seja generosa,
Pois te cuidei amavelmente
Como quem cuida de uma rosa
E que esta mágoa
Que te turva o olhar
Ao me ver em ti se compadeça,
Humildemente te ofereço o colo
Para refrescares a cabeça.
Que a virtude do perdão
Te faça leve essência
De se perfumar em louvação,
Campos vibrantes de flores:
A primavera em sagração.
Te quero brisa,
Para afagar os meus cabelos!
João das Flores