Virtude

 

 

 

 

 

Agora que és vendaval

Agora, transformada em tormenta

Comigo ao menos seja generosa,

Pois te cuidei amavelmente

Como quem cuida de uma rosa

 

E que esta mágoa

Que te turva o olhar

Ao me ver em ti se compadeça,

Humildemente te ofereço o colo

Para refrescares a cabeça.

 

Que a virtude do perdão

Te faça leve essência

De se perfumar em louvação,

Campos vibrantes de flores:

A primavera em sagração.

 

Te quero brisa,

Para afagar os meus cabelos!

 
 
 João das Flores
 
 
 
www.macacosecolibris.com

 

Interpretação de Astir Carr

 
Arte Vera Jarude.
Formatada com carinho.
Todos os créditos a quem de direito.

 

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