ALÉM DA PORTA
José Antonio Jacob



Interpretação: Astir*Carr



E novamente a rua está deserta!
Outra vez cheguei tarde na janela,
E tudo que passou em frente dela,
Não viu que a minha porta estava aberta.

Eu nunca apareci numa hora certa...
Mas sei que lá adiante a vida é bela,
E que sempre há uma nova descoberta
Fora do meu pijama de flanela.

A Voz que me acompanha e que me fala,
Dessa vez não me assusta, só conforta:
"Ânimo José, deixa essa casa! - Anda!”

Eu saio... do meu quarto para a sala,
E decidido vou além da porta,
Mas volto quando chego na varanda.




In: JACOB, Almas Raras-José Antonio de Souza,
Juiz de Fora-MG, ArtCulturalBrasil, 2007





Todos dos créditos a quem de direito
Arte Vera Jarude

 

Voltar