ALMAS RARAS
José Antonio Jacob
 
Interpretação: Astir*Carr


As almas simples são as almas raras,
De luz intensa  e projeção pequena,
Que nos circundam de maneira amena:
Como são nobres essas almas caras!
 
São os espíritos das outras searas,
Que pela vida passam: numa plena,
E esplêndida energização serena,
De um vento pastoreando as nuvens claras.
 
O tempo passa, o tempo que não dorme!
E a vida andando, tarde sobre tarde,
Sem demover essa humildade enorme.
 
Gosto demais dessas criaturas boas
Que passam pela vida sem alarde:
- Como nos fazem bem essas pessoas!

 

In: JACOB, Almas Raras-José Antonio de Souza,
Juiz de Fora-MG, ArtCulturalBrasil, 2007

 

 
 
Todos os créditos a quem de direito
Formatada com carinho, para a poeta
Arte Vera Jarude