ANGÚSTIA
José Antonio Jacob
 
Interpretação: Astir*Carr

Quando a minha alma se queda angustiada,
Abre o meu peito uma cidade imensa
De multidão amargurada e tensa,
Então vejo fantasmas na calçada.

Sou aquele pobre homem que ouve e pensa,
(Escuto o som da geração passada)
E de muito saber eu sei o Nada,
Porque do Nada vem minha descrença.
 
Assim percebo as vozes sem essência,
Que me sopram baixinho, na consciência
Coisas terríveis:-  Isso me intimida!
 
Por tudo encolho a sombra deprimida,
E vou seguindo o fio da existência,
Como quem nunca comprendeu a vida...


In: JACOB, Almas Raras-José Antonio de Souza,
Juiz de Fora-MG, ArtCulturalBrasil, 2007


 
 
Todos so créditos a quem de direito.
Formatada com carinho, para o poeta
Arte Vera Jarude