MÃOS NOS BOLSOS
José Antonio Jacob

Interpretação: Astir*Carr


Noites e noites passo sem dormir,
Ao meu lado a esperança não desperta,
Quando amanhece eu não sei para aonde ir,
Abro a janela e a rua está deserta...

Destranco a porta e a deixo ao dia, aberta,
O sol lá fora se recusa a vir,
O que há em mim de alegre quer sair
E o que me deixa triste não liberta.

Quero ir embora, adeus! Saio a tossir,
O vento esbarra em mim sem eu sentir
E a rua espicha-se no meu caminho.

Com as mãos nos meus bolsos sigo adiante,
Nesta cidade grande ando distante,
Depois volto mais triste e mais sozinho...




In: JACOB, Almas Raras-José Antonio de Souza,
Juiz de Fora-MG, ArtCulturalBrasil, 2007
 



 


Todos os créditos a quem de direito.
Arte: Vera Jarude.
 

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