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PARA LÚCIA TRIGUEIRO
Amada amiga Real
Margaret Pelicano
Renasce em mim a cada dia,
uma pessoa nova,
mais velha de hábitos,
mais criança na ingenuidade.
Renascimento fruto de perdão,
apreendido com o tempo que sempre
passa.
Torno-me mais pura para alguns fatos,
mais cética e sagaz para outros.
Porém, o perdão, ali está,
imperioso!
Cobrando-me de fato
a capacidade de perdoar!
Se não o faço,
é por que muitas vezes tenho receio
de chegar-me ao irmão
e pedir perdão!
O outro, sempre desconhecido por mim,
nunca sei como vai reagir,
aí, espero o tempo passar,
aguardando o momento,
em que a flor do perdão vai vicejar!
Conto sempre com a ajuda do Pai,
espero ele me despertar.
Fiz um pacto com Ele:
Ele me ajuda e eu o ajudo.
Sinto Seu coração
batendo em meu peito!
e com ele busco a paz que tanto
anseio!
+++++
Minha querida Lúcia Trigueiro,
tão pacífica, amiga sem par,
disse-me certa noite:
Durma em Paz!
Imagine sua cama no meio de uma
floresta,
a lua cheia a te iluminar!
Ou então:
você se banhando sob uma cascata de águas
cristalinas,...
aquela água tão limpa
lavando e levando toda sujeirinha
espiritual,
desintegrando tudinho,
para a ninguém fazer
mal ...
veja em pensamento a água correndo para o
mar,
desaguando em estrondo,
gritando
que Deus é Pai!
Pus-me a imaginar, então,
uma cascata de águas mornas,
onde vou me refestelar,
relaxo todos os músculos,
e peço ao Pai para criar, poemas/manjares/dos
deuses,
nada muito complicado
como a modernidade está a suspirar!
Tudo bem inteligível, gostoso de se
degustar!
E por ter passado a noite
nas cachoeiras límpidas de águas
mornas,
estou aqui a
versejar/conversas/gostosas
de como relaxar,
de como amar o próximo,
de como se desarmar diante dos
outros...
porque dessa vida nada se leva...
quem sabe, somente: Amar! | |
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