DISSONÂNCIA
Luiz
Poeta
Luiz Gilberto de
Barros
Especialmente para o carinho, o talento e a
sensibilidade de Vera
Jarude.
Eu
canto o meu amor sem
partitura;
As
notas que me dou são
repentinas,
Despertam
de uma espécie de mistura
Do
amor com minha dor mais
cristalina.
A
mesma solidão que me
assassina,
Produz
um reviver inusitado
E
esse amor repousa
na doutrina
Que
crio de um amor não
doutrinado.
Eu
amo, e esse amor tão
despojado
Se
expressa em cada verso que
abençoa
O
meu poema livre, alicerçado
No mesmo
amor que a alma
sobrevoa.
Eu
canto quando o meu
encantamento
Decanta,
no silêncio sedutor,
A
cor do mais sublime
sentimento
Que
brota dentro do meu próprio amor.
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