Olho para tudo e nada vejo,
Misturo concreto com
abstrato;
É como se te pedisse um beijo,
Fitando a mudez
do teu retrato.
Olho para nada e vejo tudo;
Junto
formas vãs com realidade,
Como se emitisse um grito
mudo,
Fruto da ausência e da saudade.
Se a vida é
fugacidade,
A esperança é chance de conquista;
A paixão
só é insanidade
Quando o amor embaça a
vista.
Não posso te ver, mas te imagino
E, quando
começo a te sonhar,
Noto que o meu sonho mais menino
Se
perdeu na luz... do teu olhar.