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TRILHA
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
Às 21 h e 3 min do dia 21 de junho de
2009 do Rio de Janeiro, para a sublime e
expressivíssima formatação de Vera
Jarude
Tantas longas e antigas
caminhadas
E a estrada acidentada é
conhecida
Vivem nela obstáculos, mas
nada
Interrompe a direção já
decidida.
Tanta pressa se perdeu pelo
caminho.
Passarinhos ainda cantam no
trajeto
Mas a ausência inusitada de
carinho
Já faz parte da escolha do
projeto.
Caminhar, pisar o chão, o mato, o
charco,
Vislumbrar, ao longe a
possibilidade
De encontrar a flecha solta desse
arco
Carregando em sua pele a
liberdade...
Uma ponte, o mato, a fonte
cristalina
Cuja lágrima sem sal encharca o
chão
E outra lágrima que brota... da
retina
E esvazia, com leveza... o
coração.
Na bagagem, o silêncio
necessário
Para receber
a límpida saudade;
Não há mapas indicando o
itinerário,
Mas o pé pisa a tristeza com
vontade.
No final da trilha, o vôo sobre o
passado
E essa mansidão de olhares
percorrendo
O horizonte mais tranquilo e
azulado
Sob o sol que mansamente vai
morrendo...
É assim a paz daquele
que caminha,
Dissolvendo sob os pés a
sua dor,
Pois por mais que a solidão seja
vizinha,
Ele encontra, na esperança,
a luz do amor..
Todos os créditos a quem de
direito.
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