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Champanhe
Marilena Trujillo Vou recolhendo taças, cacos, Sorvendo o resto do champanhe Que sobrou da festa, bebendo Lágrimas salgadas, amargas... Malditas, incontidas, doridas... O telefone mudo me traz de Volta o momento exato de Quando levaram minha alma. Como cega tateio as paredes, Sento no jardim esquecida de mim. Que o mundo pare de girar, quero Esquecer, quero ficar assim... Perdida como a nuvem, querendo Desabar em temporal, chover... Retiro do peito o tolo sonho, Enxugo minha face molhada... A canção linda aponta onde errei, Onde esqueci de acordar do Mal logrado sonho que sonhei... Onde exatamente... Me anulei?... E a dor vai lacerando meu peito. Já nem sei se amei ou se me odeio... Amor há o amor, que se veste de ouro E prata, só para envenenar devagar, Matando dia após dia, com toda calma... Assim bêbada, envenenada, nem percebi Minha alegria se despedir, partir... Ela foi embora mansamente... Não!... - Acho que chorei demais!... Preciso de champanhe para sorrir!... Ou da minha droga, meu ópio? Quero mais champanhe borbulhando Em minha taça, este está acabando... Miseravelmente, está chegando ao fim!... Mary Trujillo 09.02.2005 Respeite os
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Arte: Vera Jarude
Script by Ritad
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