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Não, ainda... Não morri!...
Marilena Trujillo A música soa suavemente... impregnando o ar... Meu ser se entrega ao tocante som e se põe a cismar. Lágrimas incontroláveis nos meus olhos vêm bailar. São tantas mágoas... tanto vazio e dores para contar. O ontem ficou no espaço. Sei, jamais irá se apagar... Procuro a mágica esperança que me fazia sonhar... Não sou mais aquela menina que vivia a cantar, Só aflições e decepções... fazem meu peito soluçar... Essa não sou eu... essa é outra mulher, outra pessoa... Uma doidivanas... que no espelho se vê refletida... Que, seus erros e enganos, não aceita nem perdoa, Porque causaram-lhe muitas lágrimas, muitas feridas! Quem mandou confiar dessa maneira tola e desprevenida? Não acreditar que existem feras incoercíveis e famintas? Que nada vale perder a liberdade, fazer da vida uma desdita. Um coração não tem vigor algum... numa alma destruída. Foram-se os anéis... quase foram os meus dedos... Privei-me da alegria, mergulhada em amargo segredo. Passando tantas noites insones, frustrações e medos. Agora chega!... Não quero mais esse tétrico enredo!... Ainda há tempo de recomeçar de cabeça erguida... De enterrar todo o passado... de retomar a minha vida! Abandonar essa fraca do espelho que vejo refletida... Sair para o mundo.. e sentir-me desta sina absolvida! Afinal... Sou como o valente carvalho... não morri ainda!... Mary Trujillo 08.07.2010 Respeite os direitos autorais Arte Vera
Jarude
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