Poeta louca, eu?
Marilena
Trujillo
Poeta
louca, - Quem?... Eu?
Trago nas mãos versos
lindos, tristes... De um
Romance que só
Shakespeare escreveu,
Fortes, melancólicos,
alegres...
Eles caminham por meu
corpo,
Caminham por minha alma,
Então voam
alto, longe!...
Viver ou morrer de amor? -
Tanto faz!
Meus gritos não são ouvidos, meu
amor
É um martírio que persigo para
sorrir...
Viver e mal respirar... E chorar de
saudade...
De que?... Já nem sei, talvez de
Romeu e Julieta
Que sequer sei se
existiram...
Amo, odeio, sorrio, choro e
morro a cada verso!...
Sim sou poeta... Faço
poesia... Festejo a vida,
A alegria que não
tenho e choro pela tristeza ,
Que não me deixa
viver ou morrer de rir!
Mas, ah, que raiva
sinto, quando meus versos falam de
Um amor do
passado perdido, rejeitado...
E quando olho em meu
jardim todas as flores
dizem;
Bom dia poeta! - Colha
a mim!
Mas meu amor persiste em tudo que
toco e vejo... Sei que
Existo... E percorro em
rimas meus próprios dias, sempre.
Buscando o
amor que virá e então sorrio
desvairadamente,
Sei que já o encontrei, ele
apareceu-me furtivamente...
Eu o abracei na
madrugada... Com minha poesia lhe dei
Bom
dia, sei que o dia nasceu... Uma andorinha
ao longe
Voando, mais uma vez, trouxe-me a
poesia, a lucidez que é
Tão grande e disse: -
Isso, vá em frente, porque sua loucura,
Nada
mais é que lucidez constante, vá poeta, isso!
Viva!
Ame como uma criança!
Que importa
a guerra?
A falta de motivos para
sorrir?
Pois que a vida aflora em seus
versos,
E emociona, e fala e cala uma
verdade.
Sem amor nada vale nada
vinga!
E assim... Eu poeta, vou
rasgando
Peitos com meus versos e
sorrindo,
Porque sei que planto
Em todos uma
verdade...
Amor... Amor... Sempre
Amor!...
Mary
Trujillo
Todos os créditos a quem de
direito.
Arte Vera
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