PINTANDO O VENTO
Naidaterra
 
Havia um silêncio prazeroso
acompanhando meus passos lentos...
No céu, as núvens desenhavam
minhas emoções... meus pensamentos...
Quebrando e encantando o silêncio,
 alguns ruídos, água deslizando
e o vento que acariciava meu corpo...
Fechei os olhos para sentir
a suave brisa que me tocava,
cálido vento que dentro de mim
cantava deixando-me em
completa letargia...
Enquanto bailava o vento calmo,
eu o pintava de dourado,
cor que me aquecia,
 prateado, cor da lua amante,
lilás, a cor dos meus devaneios
 e de vermelho evidênciando a minha paixão
 pela vida e por um amor que só
 saudade deixou...
 
 
 
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TINGINDO O VENTO
 
JOSÉ ERNESTO FERARRESSO
 
Quando caminho pela praia,
e ouço o barulho do mar,
sinto o  vento me tocar,
como se algo quisesse falar.
Sinto a aragem daquele ar,
frio, calmo, e  às vezes mais fortes,
que vem  colorir meus momentos ,
e tingir minha face.
Cerro meus olhos e
imagino tingir e descobrir sua cor.
Relembra o prateado da lua, o doirado do sol,
mas é só um vento brando.
que corta a calma, que enche minh'alma,
meu íntimo e minhas lembranças.
Traz  segredos que são meus,
do meu tempo de criança.
Afasta de mim  tristezas,
para trazer esperanças.
 
SERRA NEGRA
08/11/09
*
 
O vento brando da saudade
      Sopra em meu coração
      Carregado de cores a marcar-me
      Os momentos de amor e paixão.
      Amor que se foi sem dizer nada
      Que ficou em meu peito enterrado
      Que volta nas longas madrugadas
      A sentar ao meu lado
      No aconchego do meu sofá
      A zombar de minhas lagrimas.
      
      Luiz Gonzaga Bezerra
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      Pintando o vento

      Peguei numa paleta, em pensamento
      Tomei os meus pincéis de colorir
      E as tintas misturei, sempre a sorrir,
      Pedindo à brisa que mudasse em vento.

      A chuva veio dizer-me, num momento,
      Que também tinha gosto em assistir
      À mistura que eu fosse conseguir
      Para expressar, na tela, o movimento.

      E o vento, prosseguindo a sua rota,
      Sorve, na boca, a chuva, gota a gota,
      Sentindo o sopro forte bem molhado.

      Com as tintas aceitando tais rigores,
      Abraçaram-se todas em mil cores
      E, de arco íris, o vento foi pintado.

      António Barroso (Tiago)
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Todos os créditos a quem de direito..

Tutorial: Denise Worisch

Tube:silvie

Música: Melodia Sentimental.

 

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