Ógui Lourenço
Mauri
O matiz dos
olhos dela é uma pintura,
Qual um lago urbano que, à toa, mentalizo.
O
azul das águas completa a formosura
Do predomínio esverdeado, tão
preciso.
Em seus olhos, vejo um lago cristalino,
Sem perder o verde,
refletindo o céu...
E quando chove é seu choro repentino;
É saudade de
mim, descendo seu véu.
A cor dos olhos dela esnoba a beleza,
Não
acredito que se encontre outra igual.
O predomínio esverdeado é a
Natureza,
Com a cor do céu no retoque final.
É um lago azul, de friso
verde ao redor.
Manso, mas sempre sujeito a oscilação.
Às vezes, faz
revoltos que sei de cor,
Presos aos ditames de seu coração.
A cor dos
olhos dela foi o atrativo
Que me fez um cativo de seu fascínio.
Que me pôs
no peito um lugar exclusivo,
Num coração à mercê de seu domínio.
Ógui
Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 15.03.2009
Respeite os direitos
autorais