A morte de minha mãe

Manhã ensolarada... alarido na rua... é feira.

No céu, o sol mostrava-se saliente.

Os feirantes na rua, eram  só barulheira,

Mas cá dentro, o coração era afligente.

 

 

 

Antítese perfeita do trabalho estafante

Entre as conversas, alegrias, tudo ali.

Na UTI do hospital minha mãe agonizante,

E lá de fora gritavam: “Aqui tem abacaxi!”

 

 

 

 

Como a tirar-me de uma triste cena,

Dando lugar a uma dolorosa realidade,

A notícia veio em uma frase bem pequena:

- “Mamãe morreu”!  Deus, que fatalidade!

 

 

 

Daquela azáfama restou apenas a tristeza

Os feirantes, silenciaram constrangidos,

Sabiam, para ela, ir à feira era a beleza

E foi feita a homenagem dos compadecidos.

 

 

 

Às vezes choro de saudade dela,

Sabendo que foi apenas uma despedida,

 E que está somente em  outra esfera,

 Sendo até breve essa partida.

 

 

 

Ruth Olinda Gentil Sivieri

Esmeraldas, 27/09/2008

 
 
 
 
 
 
Todos os créditos a quem de direito.
Arte Vera Jarude.
 
 
 

 

 

 

 

 

V

 

 

 

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