A Procura

 

 

Não mais te vejo pelo meu caminho,

Teu meigo olhar ficou vago, esquecido,

Nem sombra daquele teu charminho,

Que por encanto também está perdido.

 

 Como as aves que abandonam os ninhos

Os sonhos vão e não voltam jamais.

Ficam para trás por íngremes caminhos,

 E aos nossos corações não regressam mais.

 Procuro-te nas estrelas e na lua,

Nas claras nuvens e canções do vento,

Nos bares, nas esquinas e na rua,

E volto triste, só com meu lamento.

Na vã procura desse teu olhar,

Por não te encontrar, não tenho culpa.

Ponho-me então a cantar e a dançar,

 Quem sabe até não é uma desculpa?

 

 

Ruth Olinda Gentil Sivieri

 

 

Esmeraldas – MG 06/10/2008

 

 
 
 
Todos os créditos a quem de direito.
Arte Vera Jarude.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

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