Ruth Gentil Sivieri
Guardado no peito à espera de um
aviso,
Do amor que prometeu chegar na
primavera,
Os anos só passando e ele quieto ali à
espera,
Mas muitas vezes chacoalhava qual um guizo.
Medo de que este coração fique
enfastiado
Pois deixa inacessível a entrada desse
amor
Que tem preguiça e se deita antes de o sol
se pôr
Dizendo apenas que não quer ser
conquistado.
O coração mente assim tão
descaradamente
Fingindo grande descaso e um torpor
insano
Que o corpo receia lhe causar mais
dano
Por acreditar que este coração seja
demente.
Reaja, coração! Não fique assim
dormindo.
Acorde para sentir a vida que célere
passa.
Não duvide pensando ser mais uma
trapaça
De quem quer encontrar só um sorriso
lindo.