CORAÇÕES TATUADOS

Ruth Gentil Sivieri

Naquela imensa árvore do quintal,

Onde nossos nomes lá foram gravados,

O vento derrubou-a de maneira tão brutal,

Deixando no tronco os corações agasalhados.

 

 

 

Ali no chão ele mostrava aquela escrita,

Que o tempo inclemente ainda não apagou

E os galhos na cor que o verdor suscita

Protegendo as letras que a adaga tatuou.

 

 

 

Aquele grande amor foi interrompido,

Por uma esperança vã e puro mistério.

Bem melhor se não tivesse nascido,

Porque nenhum de nós levou a sério.

 

 

 

Vendo a árvore ali no chão tombada,

Imensa saudade daquele tempo ido,

Brotando em minha alma já cansada,

Lembrança do amor que poderia ter sido.

 

 

 

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Todos  os créditos a quem de direito.
Arte Vera Jarude.

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