Criança Triste
 
Ruth Gentil Sivieri
 
Naquele olhar perdido e distante
Daquela criança descontente com a vida
Havia o pensamento conflitante
De quem carrega na alma uma ferida.
 
O orfanato sempre foi o lar que teve
Nada de brinquedos, afagos e carinho
Mesmo sofrendo o abandono, se manteve
E compreendeu que sua sina era ficar sozinho.
 
Relembrava a história que lhe foi narrada
Do acidente em que morreram os pais
E sua vida ficou completamente albarroada
Sossego desde então ele não teve mais.
 
Sempre perdido nesses pensamentos
Imaginando como seria um verdadeiro lar
Em sua cabecinha procurava entendimentos
E não compreendia o sentido de amar.

 

* * *
 
 
Formtada com carinho, para  a poeta!
Todos os créditos a quem de direito.
 
Arte Vera Jarude

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