Vã Espera

 

A chuva cai e o dia está abafado...

A longa espera se faz angustiante...

O castiçal sobre a mesa ainda apagado,

Aguardando o momento fascinante.

 


A música vai tocando suavemente.

No vaso de cristal, um arranjo de jasmim,

Que ele colheu um a um, todo contente,

Sob a fina chuva em seu jardim.


Seu olhar a inspecionar cada detalhe,

Daquela sala decorada com carinho...

Encontra um bilhete em um entalhe,

Que colocado, ficou em um cantinho.

 

“Não espere”! No papel ela escreveu com enfado.

Surpreso e a decepção a estampar seu rosto,

Acendeu as quatro velas do rico candelabro,

Deixando-as queimar, muito a contragosto.

 

E a chuva como a zombar de sua dor,

Agora caindo mais forte e ele ali, sozinho,

Lamentando a ausência de seu grande amor

Enquanto a noite chega bem devagarinho.

 

 

Ruth Olinda Gentil Sivieri

 

Esmeraldas- MG  01/10/2008

 

Todos os créditos a quem de direito.
Arte:  Vera Jarude

 

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