Conflito
Sylvia Cohin
 
 
Duvido... Só ameaças!
O teu passo é vacilante,
Em teus sonhos pões mordaças,
Teu querer é inconstante...
 
Duvido... ahhh, se duvido!
Que ouses despir as dores,
que atendas ao teu gemido...
Que farás dos teus clamores?
 
Duvido, já não me enganas,
que às estrelas te desnudes,
que dês azo a tuas ganas
e a regra do jogo mudes...
 
Duvido desse ar aflito!
O teu medo é uma barreira
onde me tens interdito,
Eu, tua chance derradeira!
 
Duvido que por mim lutes,
meu sinal tem sido em vão
mas por pouco que me escutes,
inda sou teu Coração!
 
Viver é nossa sentença.
A quem queres dar ouvido?
Mas até que eu me convença,
de ti, repito, duvido!
 
Sylvia Cohin
Brasil, 13.07.2004
Republicado em 17.04.2008
 
 
 
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