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Conflito
Sylvia Cohin
Duvido... Só
ameaças!
O teu passo
é vacilante,
Em teus sonhos
pões mordaças,
Teu querer é
inconstante...
Duvido... ahhh, se
duvido!
Que ouses despir as
dores,
que atendas ao teu
gemido...
Que farás dos teus
clamores?
Duvido, já não me
enganas,
que às estrelas te
desnudes,
que dês azo a tuas
ganas
e a regra do jogo
mudes...
Duvido desse ar
aflito!
O teu medo é
uma barreira
onde me
tens interdito,
Eu, tua chance
derradeira!
Duvido que por mim
lutes,
meu sinal tem sido em
vão
mas por pouco que
me escutes,
inda sou
teu Coração!
Viver é
nossa sentença.
A quem queres dar
ouvido?
Mas até que eu me
convença,
de ti, repito,
duvido!
Sylvia
Cohin
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