Aracnologia
Tere Penhabe
Sei onde
está e teço a minha teia,
Que o faz refém na trama da
saudade.
E desatento pelo que o enleia,
Julga que
é certa a sua imunidade.
Concluo que é
distante a sua aldeia,
Por isso incauto, ostenta
veleidade...
E ao tecer loas a uma aranha
feia,
Encanta-me essa sua ingenuidade!
Mas
o terei... na ponta dos meus dedos!
Conhecerá a seda
dos meus fios,
E perderá, sem pejos, os seus
brios!
Depois então, de tê-lo em meus
enredos...
Há de estar sempre e sempre a querer
mais,
Minhas picadas que não são
mortais.
Santos,
21.11.2008
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