Cena
comovente
Tere
Penhabe
Eu
vi passar na tela de repente,
A cena
que seria comovente,
Caso eu
pudesse algum dia alcançar.
E veio
com o nome de tristeza,
Porém não
há tristeza na nobreza,
E é nobre
o amor eterno cultivar.
Pois
mesmo quando um deles vai na
frente,
Levado
pela morte impertinente,
Não se
separa nunca do que fica...
Sentada
numa praça, tão sozinha,
Não
imagina aquela senhorinha,
Que o seu
amor ao lado a glorifica.
Banhada
pelo olhar embevecido,
De alguém amado que foi seu
marido,
Talvez
seu pensamento seja igual...
Ao dele,
torturado de saudade,
Querendo
defendê-la da maldade,
Do mundo
insano que cultiva o mal.
E um dia
estarão juntos novamente,
Dentro do
abraço forte e tão contente,
O
coração irá se enternecer...
Por
terem-no poupado nesta vida,
Vivendo a
unicidade pretendida,
Do
verdadeiro amor bom de se ver.
Então eu
me pergunto:- Aonde estará?
Quem do
meu lado um dia ficará,
Velando o
meu sossego e a minha paz?
Terei
direito à dádiva bendita,
A essa
graça que é tão infinita,
Que só o
amor, de fato, é capaz?
Direito
todos temos, com certeza!
Somos
filhos de Deus, Sua grandeza,
A ninguém
determina, que a injustiça,
Abrace-lhe os seus dias cá na
Terra.
Porém se
é justo o mundo ter a guerra,
À solidão
de alguns, chamo justiça.
E sei que
entenderemos algum dia,
E pode
ser até, com mais magia,
Possamos
descobrir, estupefatos,
Que o
tempo todo em que estivemos sós,
Do nosso
lado, bem perto de nós,
Olhos
tão dóceis tentavam contatos.
Santos,
14.02.2009
Arte: Vera Jarude
Formatada com carinho.
Todos os créditos a quem de
direito.
Obrigada, Vera, por esse
presente!