Gratidão
Tere
Penhabe
Às vezes nos
sentimos muito sozinhos...
Seguindo por
alamedas, são tantas as veredas,
e torna-se
quase palpável, o esquecimento.
Esse silêncio
triste e opressivo,
ao qual damos o
nome de esquecimento.
Vemos escadas,
sem forças para galgar os degraus,
vemos a bruma,
com medo do que ela pode esconder,
e a única
pergunta que nos ronda é: - O que
fazer?
Raramente
obtemos resposta.
Vez ou outra,
delineia-se, tímido,
um galho
qualquer de primavera,
batendo
insistente na janela... da vida.
Mas é difícil
acordar, estamos tão longe!
Eu não saberia
dizer aonde...
Talvez nos
labirintos de um sonho,
que não
acreditávamos que fosse tão
bisonho,
mas é... a
realidade, o silêncio, o descaso,
mostra que
é.
E de repente...
ao som de um graveto que se
quebra,
percebemos os
passos de alguém...
Nosso semblante
esperançoso ganha vida...
e é impossível
descrever,
a grandiosidade
esse bem!
Às vezes é só um
engano, nada mais.
Outras vezes é
bem mais do que isso!
É alguém que
chega sorrindo e nos diz:
- Olá, como vai?
Eu estava com saudades...
E também não dá
para explicar,
a felicidade que
nos proporcionam,
essas palavras
tão simples, banais...
Não parece, mas
geralmente é a salvação.
O bálsamo que
cauteriza a ferida e ameniza a
dor.
Não há mais
ausência, não há mais torpor.
Então só nos
resta dizer:
- Obrigada por
ter vindo, eu precisava muito de
você!
E é tão mágico,
quanto ver o sol nascer!
Santos,
03.08.2008
Todos os
créditos a quem de direito.
Formatada com
carinho.
Vera Jarude