Mágico
amanhecer
(Tere
Penhabe)
A cada amanhecer, estás
comigo,
Como uma prece, que ninguém
renega,
E vens na proa desse amor
antigo,
Que me tornou assim, tão boba e
cega.
Em vez de maldizer, eu te
bendigo,
O coração reluta mas se
entrega,
Repudiá-lo? Não! Eu não
consigo...
És vinho precioso em minha
adega.
Eu que preciso tanto,
embriagar-me!
Que a sobriedade pode
sufocar-me,
Roubando as cores desse
amanhecer.
E nebuloso, o tempo me
diria,
Que o meu amado nunca
chegaria...
Com tal sentença... como vou
viver?
São Vicente,
24/01/2011
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