Novamente... ao mar!
(Tere Penhabe)


De despedidas fiz a minha vida,
E sem nada deixar em cada porto,
Além daquele sonho frio e morto,
E uma esperança nunca mais sentida.

Partir é uma tarefa dolorida,
E o pranto não nos serve de conforto,
Por isso nesses mares não aporto,
Que as lágrimas torturam a ferida.

Mas sempre levo dentro do meu peito,
Um gosto de querer ficar, sem jeito...
Com rebeldia, abraça o verbo amar.
 
 
Para esse abraço, quase sempre é tarde...
Velas ao vento, já não quero alarde,
No mar da vida, volto a navegar...
 
 
Todos os créditos a quem de direito.
Arte Vera Jarude