O Natal que eu
espero
(TerePenhabe)
Por mais que o tempo
passe e a fé pereça,
e o mundo gire cada
vez mais rápido,
sem tempo, como
antes, para orar...
Ainda assim Jesus
vai renascer,
naquela manjedoura,
como outrora,
e vem ao mundo nos
abençoar.
Não cobra de
ninguém, mais atenção,
e quem deseja, é
certo que terá,
a sua companhia
permanente,
jamais soberbo,
nunca indiferente,
para estender a mão
e socorrer,
bastando, para isso,
apenas crer.
É o que
afinal, Natal significa:
O Cristo renascendo
novamente,
nos corações que não
abdicaram,
dos seus
ensinamentos e tentaram,
vivê-los plenamente em cada dia,
onde não houve festa
e nem magia...
Imprenscindível,
pois, permanecer,
em todo o tempo que
passar por nós,
esse renascimento
festejado,
ao qual chamamos de
"aniversário",
e no entanto é muito
mais que isso!
É a paz de Cristo a
nos visitar...
Que jamais
se permita que aconteça,
da festa se acabar
no de repente,
quando amanhã passar
um indigente,
a pedir pão e nada
conseguir...
E ver o seu vazio de
esperanças,
ser tudo o que já
pode auferir.
Porque não é
Natal... porém persiste,
a fome, a dor, tudo
que ronda o mundo,
e essa bondade que o
abraça agora,
que dure um pouco
mais do que uma hora...
Que permaneça após
essa vigília,
após a ceia farta da
família...
Até que um dia...
(Nada é impossível!)
se compreenda e
torne-se plausível,
ver Cristo renascer
constantemente,
na madrugada que
precede o dia,
fazendo com que
seja, para sempre,
o amanhecer, de
paz e de harmonia.
São Vicente,
22/12/2010